segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

BOAS FESTAS... para todos



Para que os HOMENS não esqueçam que há outros Natais...


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Madrinhas, BOAS FESTAS

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sábado, 22 de dezembro de 2007

Festas Felizes

 




 


Aos companheiros das campanhas africanas


e aos que visitam este espaço de memórias


saúdo com sinceros votos de Boas Festas


e com a promessa de postar outras estórias.


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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Teste de novo ESPAÇO de memórias

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Depois de algumas dificuldades
com os novos alojamentos de mini-vídeos,
cá estamos para continuar a divulgar imagens
que não podem ficar no esquecimento
dos bons portugueses.


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caminhos minados... ++++++++++++++++


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rebentamentos... o desastre...


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domingo, 11 de novembro de 2007

Moçambique: A desconfiança...



DESCONFIANÇA das Populações

 – aliciamento de guerrilheiros

 

Depois de centenas de anos de amargos exemplos de injustiça para com as populações indígenas, as autoridades portuguesas estão a dinamizar processos de agradar ao povo africano, dando mais poder aos chefes das aldeias para fundamentar as acusações de abusos e corrigir excessos de autoritarismo. O aliciamento aos chefes do povo é um fenómeno que pouco interessa à Tropa, mas poderá ter algum benefício para que as populações dos aldeamentos comecem a confiar mais nas autoridades Portuguesas. Há o sentimento de que essa Autoridade não protege os africanos contra as arbitrariedades dos patrões brancos, até mesmo, da polícia e dos cipaios que actuam em rusgas e prendem pessoas por situações inexplicáveis. Para quem sempre viveu no mato e conviveu com a natureza, é difícil acreditar nas boas intenções das autoridades. Mas a intranquilidade advinda da insegurança das pessoas que vivem nas aldeias só pode contribuir para aumentar a desconfiança que leva as populações a fugir dos aldeamentos controlados pela Tropa e a contaminar o clima de paz que lhes tem sido prometido através da propaganda sonora e panfletária.

O resultado da nova organização política e militar da Frelimo trouxe até nós alguns dos seus quadros intermédios, porque descontentes com o previsível futuro. O aliciamento a esses chefes da guerrilha tem sido precipitado e pouco cuidadoso; pois, nunca se sabe se estaremos a favorecer potenciais inimigos que nos podem causar danos no futuro. Ainda mais grave é a situação de insegurança com a chegada dessas pessoas habituadas a combater a tropa portuguesa; chegam aos nossos acampamentos com um rol de críticas aos chefes da Frelimo, mas nunca se sabe quais as suas verdadeiras intenções.

Parte desses ex-guerrilheiros ficam em organizações clandestinas protegidas pelas autoridades portuguesas. Os próprios administradores de posto desconhecem o papel que será desempenhado junto das populações que se têm recusado viver sob a bandeira portuguesa; pois, sendo organismos clandestinos, manejados por homens da PIDE, há poucas probabilidades de resultarem. Isso já acontece nos postos de Macomia, Mocimboa da Praia, Palma e Mueda. A desconfiança nessas organizações clandestinas começa a causar inquietação no meio das Tropas, porque alguns dos elementos aliciados fazem parte dos “guias” que acompanham a Tropa em missões perigosas de assalto aos redutos inimigos. Em vez de servirem a nossa causa, podem criar situações de grave dano e violência contra os militares portugueses. No meio do mato, frente ao inimigo, será muito complicado saber quem trabalha para quem!

 

                          Nangade, Setembro de 1967

                                 Jiaquim Coelho

in "AGuerra Armadilhada"  - pedidos para: jotasousa39@gmail.com

 


 




segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Descolonização - Retornados

 




RECADOS aos Cobardes que trairam a Pátria 


 


   Para que as memórias não esqueçam que houve uma guerra no ultramar, seguida duma descolonização vergonhosa para todos quantos se bateram com as armas e para aqueles que sempre fizeram daqueles territórios a sua terra-mãe, editei alguns "retalhos" de testemunhos emitidos nas televisões. Assim, vejam as imagens que estou a postar na Net e que não deixam saudades, porque podem ser dramáticas, a que bem poderia chamar-se: "A Saga dos retornados-escorraçados". Há muitas estórias por contar, escondidas no coração amargurado dos que deixaram parte da sua vida e da sua alma em terras africanas.


Joaquim Coelho


Vejam: http://ultramarlembrar.blogspot.com


 


 





 

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Retalhos do Diário - Angola

 




 


 



 


 


                    CAMINHOS


  Neste labirinto de absurdos equívocos, estes homens que bebem a poeira com gotas de chuva, que sabem enfrentar o destino, com outra dimensão de carácter, que as regras arcaicas mastigam até os enlouquecer, não podem deixar-se imolar por causa do desespero dos patriotas desnaturados.


  Ainda está vivo o génio ousado dos Portugueses paladinos das alturas, como a ânsia de atravessar o espaço e cair levemente nos braços da pátria desta raça lusitana. Sente-se o ambiente pesado...


 


Joaquim Coelho 


- in "O Despertar dos Combatentes"  - pedidos para:  jotasousa39@gmail.com


 





 


 


 


 

sábado, 7 de julho de 2007

Guerra Colonial, Exposição Fotográfica

 




A Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra, abriu ontem uma Exposição Fotográfica sobre o tema: "Soldados em África - Memórias".


 


 


A Exposição está aberta ao público até às 21Horas de 20 de Junho, na Torre de Menagem de Braga, junto às Arcadas. Teve o apoio do pelouro da Cultura da CM de Braga. 


 


Como tenho feito com outras entidades, forneci grande parte das imagens expostas, de modo a divulgar o que foram as vivências na Guerra Colonial e as dificuldades dos soldados ao serviço da Pátria cujos governantes tão mal os tratam. Aos convidados foram oferecidos três POEMAS alusivos ao evento, entre eles:


  


     DESEMBARCADOS


                                                               Mueda, Novembro de 1967


Ah, como é medonho


o sofrimento dos soldados


que mandaram para o planalto…


      abandonados!


Privados do imaginado sonho


      de darem o salto


como o fazem os desertores


em demanda do sustento;


ou como os exilados e traidores


      à deriva do cata-vento.


 



 


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Os navios deixam-nos na costa


(Porto Amélia ou Mocímboa da Praia)


já com saudades da catraia,


sempre crentes na aposta


da longínqua ideia difusa


do regresso à pátria-lusa.


 


Habilidosos no desenrasca,


não se afoitam em valentia


por saberem que qualquer dia


a caravana se atasca.


 


Vivem tempos de privações


cercados de arame farpado


em dias de intensas aflições


com o inimigo marafado.


Sentem o desconforto do abrigo


que os protege da morteirada


e da metralha do inimigo


que ataca pela alvorada.


 



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Mas… o que mais entristece


é ver tombar um companheiro


      cujo corpo arrefece


à sombra do embondeiro.


 


Sinto a violenta combustão


da alma que reclama


contra a ingrata humilhação


do sono em tosca cama


- uma sepultura sem caixões


     feita pela lua cheia


onde os corpos esfacelados


     nas violentas explosões


são recolhidos e embrulhados


     na tenebrosa teia.


 


Vou deixar de pintar a realidade


e juntar-me aos que vivem às escuras


     longe das noites inacabadas.


 


     Sim… vou fechar os olhos e deixar


que a lua mostre a verdade


da vida dentro das barricadas


      com a saudade a mastigar


      o que resta da alma pura…


onde, sem dó nem piedade,


se espera a última amargura.  


 


Joaquim Coelho


in "A Guerra Armadilhada"  - jotasousa39@gmail.com


           


  


 




 


  


         TORMENTOS


 


A noite de sono atormentado


em que dormimos acorrentados


à desgraça da pátria incapaz


de saber se ainda existimos…


 


abandonados nas terras recuadas


dos milheirais das machambas


onde mergulhámos


no lodo das incompetências


dos poderes soterrados em S. Bento


 


a sorte que nos cabe no momento


já se esboçava no desenlace


que a tragédia adiava


contra os combatentes cansados.


 


O pesadelo é uma eternidade


que a manhã acordou


quando a morte amarfanhou


mais um soldado valente


 


o socorro é a ínfima esperança


para nos livrar do tormento


que nos devora os sentidos


para reinventar-mos a vida


que nos foge com o tempo


no prelúdio da sepultura…


 


o silêncio dos olhares


deu alento à decisão


levar os feridos aos ombros


e caminhar pelo sertão


fugir do ambiente hostil


que nos mordia a vida


alancar até Napota


nossa terra prometida


acertar contas com os sacanas


que nos atiram p’ro inferno


por abandonarem nas savanas


os mortos no sono eterno.


 


                                    Mutamba dos Macondes,  Março de 1966


                                         Joaquim Coelho


 


                     


 





 

terça-feira, 12 de junho de 2007

ALTERAÇÕES nos Blogs...

 


 




  


Por razões de actualização de alojamentos dos SITES:


 


 http://www.webkreate.com/espacoetereo   -  Vivências na guerra ultramarinaa


 


https://guerracolonial61.wixsite.com/coelho   -  temass, vídeos, imagens e livros das guerras ultramarinas 


 


alguns dos  temas de «picadasdamicaia.blogs.sapo.pt»


migram para «micaias.blogs.sapo.pt» e verse-versa.


 


Podem consultar o "Arquivo" para ver outros temas.


 


Obrigado pela visita. 


Joaquim Coelho


 





 


 

Espaço da Poesia1

 




 


 


 


 



 


 




 


 



 


 


Canto as emoções da Primavera


que a natureza mistura nas searas...


os ventos espalham as sementes


enquanto os corpos ficam à espera


que o prazer descubra a vida


e absorva a seiva de mansinho


para alongar a esperança diluída


nos braços transbordantes de carinho.


 


Canto este hino a cada Primavera


que a mulher abriga no ventre alongado


e louvo a salutar atmosfera


onde esvoaçam as emoções


que o sonho traz entrelaçado


na promessa da perene vitalidade


fundida na expressão das paixões.


 


Joaquim Coelho