terça-feira, 19 de agosto de 2008

Moçambique 2 - Costa do Sol

VISITA À COSTA DO SOL


Para quem teve o previlégio de se banhar nas águas da Costa do Sol e saborear o marisco fresco acompanhado com uma 2M, jamais poderia esquecer estes locais paradisíacos.


*Video:


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Moçambique 3 - Ilha de Moçambique

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MEMÓRIAS de SEMPRE
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Estar na Ilha de Moçambique é sentir a presença dos navegadores portugueses de outrora. As pessoas falam português com a mesma facilidade dos naturais da Pátria lusa. Existem muitos indícios da passagem dos portugueses por estas terras do Índico. O peixe e o cabrito dão para saborear a comida à portuguesa. As autoridades locais tiveram o cuidado de apresentar o seu folclore com o colorido das festas grandes.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Viagem a Moçambique 1 - Maputo



VIAGEM DAS COINCIDÊNCIAS
Um numeroso grupo de antigos combatentes em Moçambique, resolveu organizar uma viagem às terras por onde passou os dias da sua juventude - tempos de guerra, de angústias, de sofrimento misturado com momentos de alegria e de tristeza.
Juntamente com os Pára-quedistas do BCP32, sediado em Nacala, foi o ex-capelão do AB5 e família, mais três ex-combatentes do Exército. Inscreveram-se mais de 100, acabando por fazer a viagem 97 elementos.
Aeroporto de Lisboa

Por coincidência, nas datas marcadas para a viagem, estava prevista a tomada de posse do Governo eleito em finais de 2004, bem como a sucessão do Presidente Guebuza ao então Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano. Na sequência de instruções dadas pelo Senhor Embaixador ao "grupo organizador", não seria aconselhável realizar aquela viagem em datas de movimentação política tão importante. Já que se tratava de um grande número de "viajantes", manifestavam interesse que fossem recebidos por representates de alguns organismos do Estado Moçambicano.
O José Praia deu música, durante a espera

Ao início da noite de 19 de Janeiro de 2005, os 97 "turistas" juntaram-se no Aeroporto de Lisboa, tendo recebido a notícia de que os Passaportes não tinham os vistos para a viagem. O representante da Embaixada de Moçambique aconselhou a que se adiasse a viagem; com telefonemas para o Gabinete da Presidência da República, para Secretários de Estado Moçambicanos, para o Presidente da Associação Portugal-Moçambique e contactos com os Delegados das Linhas Aéreas de Moçambique e TAP, lá veio a autorização para embarcar sem os "VISTOS". Estes foram dados no Aeroporto de Maputo. Cerca de 100 passageiros a ficar em terra, era um prejuízo considerável - o bom-senso acabou por prevalecescer.

A caminho de Moçambique

Qual não foi o espanto dos "organizadores" ao saberem que as coincidências eram mais que muitas, para justificar as cautelas das autoridades. Mais de quarenta antigos Pára-quedistas portugueses fazem parte da segurança dos elementos da RENAMO; o Hotel Tivoli, onde nos alojamos, tinha um andar a servir de "quartel-general" da RENAMO; nenhum grupo de antigos combatentes a visitar Moçambique tinha mais de 30 elementos; a data da tomada de posse do novo Presidente da República coincidia com os ùltimos três dias que estaríamos em Maputo.

As imagens que vamos postar no Blogue são a expressão clara de quanto os Moçambicanos gostam dos Portugueses de bem. A língua portuguesa está muito mais viva entre as populações do que no "nosso tempo". O Presidente Joaquim Chissano foi o grande defensor da língua lusa, criando escolas em todas as localidades de Moçambique.

Muito do que era dos portugueses foi adquirido pelos asiáticos, cuja gestão comercial e administrativa não agrada a muitos moçambicanos. Mas sente-se o cheiro da comida portuguesa por todos os lados. Os portugueses têm os melhores Restaurantes, estando também no turismo, comércio e construção.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Guerra Colonial - O Inferno das Minas

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Nas zonas de guerra, qualquer deslocação era extremamente perigoso, devido às "minas" que o inimigo instalava nas "picadas".
A detonação dos engenhos explosivos era uma tragédia que esfacelava os corpos, deixando-os desfeitos ou cravados de estilhaços. Os sobreviventes ficaram com as marcas físicas e psíquicas para o resto das suas vidas.
Quantas angústias, quantos mortos, quantos estropiados, quantos dias de carências sem o reabastecimento, quantos milhares de quilómetros percorridos na "picagem", por causa do flagelo das "MINAS".
Para que as memórias não esqueçam que houve uma guerra que afectou a vida dos jovens duma geração de gente boa, apresentamos uma amostragem dos estragos materiais resultantes do rebentamento de "minas".
Os Combatentes não esquecem... porque estiveram lá.

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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Guerra do Ultramar - Heróis de Nambude

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..........DESTEMIDOS
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Sem respeito pela nossa velhice
os turras disparam potentes granadas
sem pensarem que foi grande tolice
deixarem-nos as camas espatifadas.
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Aumentaram o terror e o medo
nas trincheiras já cavadas
sem saberem que o segredo
é ter as sentinelas bem alertadas.
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As cenas de maior terror
dos soldados amedrontados
foi quando viram o estupor
que lhes mandou as morteiradas.
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O seu infortúnio foi triste
com tantos corpos caídos...
recompensa da tropa que resiste
à bravura dos destemidos.

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In "Rumos Divergentes"
de Joaquim Coelho
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Guerra Colonial - momentos

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Homenagem aos valentes
que combateram na guerra colonial.
Reavivar as memórias é reafirmar
que há valores bem vivos
pelos quais vale a pena lutar:
uma Pátria onde a liberdade,
a educação e a justiça social
sejam a base da dignidade humana.
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Se há generais capados,
a culpa não é dos soldados...
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Os Combatentes merecem respeito
e reparação das suas maselas...
Os mortos merecem ser honrados
mesmo os que ficaram abandonados.
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

RESGATAR os mortos abandonados

 




Para não ESQUECER..


 



...Poemas-Amortalhados.jpg


    VER Vídeo em: 


http://www.youtube.com/watch?v=p6T1H3buk0E


 




*Texto publicado na Revista da


Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra


 


       COMBATENTES MORTOS E ABANDONADOS


  

       Quando os poderes instalados nos diversos patamares da governação do país fingem desconhecer o sofrimento das centenas de milhar de traumatizados pelos efeitos dos dramas vividos na guerra colonial, é tempo dos Combatentes mostrarem a sua indignação e protestarem activamente. Estamos fartos de pantominas nas coisas sérias.

       São cada vez mais evidentes as acções políticas no sentido de amordaçar e desprestigiar os cidadãos portugueses, reduzindo-os a simples máquinas de trabalho ao serviço dos interesses malignos da globalização. Tudo isso põe em causa os valores patrióticos pelos quais os Combatentes deram o melhor da sua juventude ao serviço da Pátria; como vão perdendo o medo de recordarem o negrume de muitos dias de carências de toda a ordem, já se afoitam a atirar algumas pedras contra o charco da ingratidão a que foram votados. Integrados na sociedade pós-descolonização e, apesar dos seus dramas pessoais, trabalhando na qualidade de assalariados, empresários ou emigrantes, fizeram-no com o sentido de contribuir para um Portugal melhor. Agora, é tempo de combater todas as injustiças que os atingem só por causa de terem sido “os melhores homens da Pátria”, em determinado período da história contemporânea.

 

        

 

       Estamos certos de que alguns elementos da sociedade que nos acusaram de todos os males que a descolonização lhes tenha causado são os mesmos “colonos bacocos” que nos hostilizaram enquanto combatentes, ignorando a força dos “ventos da história” que mudou as relações entre os povos. Até já lançaram a atoarda de que a questão do regresso dos mortos divide os combatentes vivos; os que aceitam que os restos mortais dos nossos companheiros continuem em terras “estrangeiras” devem fazer parte do lote dos cobardes, desertores e traidores à pátria ou ignoram que a dignidade duma Nação está na forma como trata os seus mortos em combate.  

       Mas, a razão suprema da nossa indignação é saber que os dirigentes da Liga dos Combatentes, à semelhança dos governantes, continuam a tratar os combatentes mortos e abandonados, em cemitérios provisórios e campas degradadas, como os restos mortais dos seres mais reles e indignos da nação. A missão empreendida, por um grupo de “antigos combatentes” e a União Portuguesa de Pára-quedistas, para trazer de volta à Pátria e aos respectivos familiares os “mortos de Guidage-Guiné” trouxe ao conhecimento público a vergonhosa acção da Liga dos Combatentes. Primeiro, usou de diversos artifícios para abortar a missão, incluindo a chantagem diplomática; depois, aproveitou o dinheiro angariado por esse “grupo de combatentes e amigos” para tratar da trasladação ao seu modo: viagens e mais viagens e muita burocracia. Há dois anos que andamos com este caso e não sabemos quando os restos mortais desses combatentes chegarão à terra das suas famílias.

 

   

Nas matas de Guidage-Guiné

 

       Sabemos que, as centenas de milhares de Euros orçamentadas anualmente para a Liga dos Combatentes, vão sendo gastas em viagens “turísticas” às terras de África. Os Boletins da Liga dão conta de algum “trabalho” em prol dos cemitérios… Mas os testemunhos dos combatentes que tiveram condições para visitar “as terras onde perderam muitos dos sonhos da sua juventude” demonstram o inequívoco abandono e total degradação dos locais onde ficaram “os nossos companheiros mortos”. “A LIGA NÃO ESQUECE!”, mas gasta o dinheiro sem resultados.

 

                            

 

       Esses senhores não estão interessados em dignificar os Combatentes, e muito menos trazer de volta os que “ficaram para trás”. A sua filosofia dava para rir, se não fosse tratar de causas muito sérias. A ideia manifestada por um senhor General, dirigente da Lida dos Combatentes, sobre o “turismo da memória” é mais uma afronta aos que lutaram e morreram ao serviço da Pátria e um escárnio à dor das famílias que os perderam. Os poucos que têm condições económicas para visitar as terras onde combateram não vão lá em “turismo de memórias” mas para acertar algumas contas com um passado que deixou marcas psíquicas profundas. Só que, ao verem o abandono a que foram votados os seus companheiros mortos, sentem um arrepio de revolta contra tal situação.

       Outra ideia desajustada e infeliz é a de que devem ser exumados os restos mortais e transportados para cemitérios centrais; ou seja, ficam sempre em “território estrangeiro”. A ignorância das realidades da guerra colonial – guerra de guerrilha – está na cabeça dos que afirmam que se deve “honrar os mortos enterrando-nos no campo de batalha”. É utópico pensar-se que a África é a Europa e que o espaço onde se desenrolaram as batalhas das “guerras mundiais” se pode comparar à selva, matas e savanas onde aconteceram as escaramuças (emboscadas, flagelações de fogo, rebentamento de minas e outras formas de combate). Essa realidade está nos cemitérios centrais, como Luanda e Maputo (Lourenço Marques), completamente vandalizados e destruídos. Quando sabemos que as lápides das campas dos “nossos combatentes” são vendidas como troféus no “mercado do Roque Santeiro” de Luanda e que as sessões de “magia negra” são realizadas no que resta desses locais sagrados, só podemos manifestar a nossa repulsa pela política e regras que são o mais retrógrado no tratamento do repatriamento dos mortos que ficaram abandonados. É ponto de honra para uma Nação civilizada entregar os mortos em combate às suas famílias; quem negar isso, está a usurpar um sagrado direito de sangue.

 



...Poema-Jazem Além2.jpg



 

Mortos e abandonados...

 

           Companheiros, o desgaste das nossas vidas é um factor com o qual os responsáveis da governação contam para que tudo continue como está – abandonado. Só que não percebem que ainda temos forças para mostrarmos porque “fomos os melhores homens da Pátria”. Não podemos continuar a ser enganados, vejam o que diz a Liga dos Combatentes quanto a objectivos: no que respeita a África, está tudo em lastimável abandono e degradação.

       Numa deslocação a terras africanas, alguns membros do “Movimento Cívico de Antigos Combatentes”, tiveram o cuidado de falar com as autoridades locais, civis e militares, onde estão cemitérios de combatentes abandonados – todos eles estranham que ainda não se tenha feito a trasladação dos restos mortais dos “nossos mortos” para Portugal. É coisa que eles já fizeram com combatentes de outros países. Mostram-se colaborantes no trabalho de exumar esses restos mortais, incluindo a logística para o embarque com destino a Portugal. Por outro lado, essas autoridades estão a ser pressionadas pelas populações para tomarem posse das terras onde estão as campas dos soldados portugueses. Os responsáveis da Liga nem sequer têm em conta as diferenças culturais sobre a veneração dos mortos.

 


 “com membros da Associação de Combatentes Moçambicanos”

 

      


Com Comandante dos Comandos de  Moçambique - 2005

 

       É tempo de unir os combatentes para acabar, de uma vez por todas, com a ineficácia das acções da Liga dos Combatentes, exigindo aos governantes que o dinheiro das dotações orçamentadas seja gasto no tratamento sério do problema dos que “ficaram para trás”. Sem preciosismos inadequados para as pesquisas forenses, poder-se-á resolver a questão de duas maneiras:

1 – Exumar e entregar às respectivas famílias os restos mortais que estão em campas identificadas – há muitas campas com os nomes escritos e existem croquis arquivados.

2 – Depositar em campa comum, junto ao Monumento aos Combatentes-Belém, os que não têm qualquer identificação nem constem nos croquis arquivados.

3 - Entretanto, se alguma família fizer questão dos exames de ADN, serão tratados caso a caso e às suas custas.

       Se continuamos neste engano do “faz de conta”, além de prolongarmos a dor que abala os familiares e os companheiros de jornada, estamos a pactuar com uma vergonhosa acção de esquecimento das nossas memórias. Os actuais dirigentes da Associação dos Veteranos de Guerra já deram provas do seu empenho e seriedade com que tratam este e outros problemas que afectam o bem-estar dos combatentes. Com o empenho de todos, mantemos a esperança de que Portugal será o local de repouso dos que se bateram e morreram nas guerras ultramarinas.

 

 

   

Provas do deplorável abandono...

 


 

    Cemitério descapinado a pedido dos visitantes portugueses - 2005

 


postos de defesa na Guiné

 


10 de Junho 2008 - cemitério fictício montado em Belém


Por:

    Joaquim Coelho, Repórter de guerra, combatente em Angola e Moçambique

                       e membro do Movimento Cívico de Antigos Combatentes 

      



  

       CONTRA OS PODERES

 

Ninguém confessa os seus medos

quando os mortos estão quedos!

 

Ninguém ignora os alicerces da vida

nem o desespero pela causa perdida

nestes caminhos sem esplendor

quando a memória agrava a dor.

 

São os destinos fatalmente interrompidos

que reclamam contra os poderes instituídos

para que sejam preservados os valores

da raça que rejeita os seus louvores!

 

Lanço um alerta aos jovens inocentes:

para que o futuro que vos atrofia

não deixeis apodrecer as sementes

seja mais promissor em cada dia!

 

         Miteda, 26-07-1966

                         

                       Joaquim Coelho

 


..Poemas-Embarcados.jpg




 

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Resgatar os mortos abandonados...

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É um dever honrar os mortos...
é um compromisso de sangue
resgatar os restos mortais
dos combatentes que ficaram abandonados
em campas espalhadas pelas terras africanas.
Só depois do seu regresso à Pátria
sossegaremos as nossas memórias
e o sofrimento de muitas famílias.
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terça-feira, 3 de junho de 2008

Memórias 12 = Os presos de Omar-Moçambique

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A desorganmização de comando
apanhou os combatentes honestos
numa cilada inqualificável...
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Memórias 11 = Moçambique, fim da confusão

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A contra-revolução a esfumar-se...
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