sexta-feira, 10 de março de 2017
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Guiné-Pára-quedistas em acção
AMORTALHADOS
Somos valentes caminhantes do sertão
que a África nos destinou a prazo…
envolvidos no prelúdio da escuridão
caminhamos nos sulcos já pisados
temendo a afronta das minas furtivas
como os combatentes desventurados.
Enquanto somos vivos desenganados
bebemos dos charcos apodrecidos
que servem de oásis nas savanas
nos dias sem chuva… adormecidos
com as vidas levemente estagnadas
aprontamos as vestes do caixão
descarregado da carlinga do avião.
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Joaquim Coelho
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
BOAS FESTAS

domingo, 22 de novembro de 2009
Guerra Colonial - os Operacionais

Para que as memórias não esmoreçam, deixo imagens dos tempos da guerra que marcou a geração de 60/70.Click no Link:
http://www.youtube.com/watch?v=6Z69H-j8hHQ
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Guerra Colonial - Embarcados
Durante o período da Guerra Colonial/Guerra do Ultramar, muitos dos combatentes tiveram a sua primeira viagem sobre as águas do mar-alto. Foram dias de nostalgia com muitas emoções descontroladas. Enquanto combatentes, em determinadas operações, usaram barcos e canoas para cumprir algumas das missões. Deixo um vídeo com algumas imagens desse tempo.
. CLICK no Link
http://www.youtube.com/watch?v=r9fpjn8OlLg
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EM ALTO-MAR
Não importa de onde vêem
até chegarem ao alto-mar…
atulhados no porão do navio,
com os corações a baloiçar
libertam duas fumaças
em cada dia a disfarçar.
Há os que gritam: ao ataque!
Sonhos… com a instrução;
outros falam ao ouvido
já com saudades da moçoila
com o casamento resolvido.
Custa a engolir o último adeus
no alto-mar a causar dores…
ninguém parece preocupado
com o destino em viagem
nem com a morte e odores
que os signos insinuam
no desafio que os espera
entre a guerra e os amores.
É uma trajectória de vida
a passar por uma espingarda
nos dias mais atribulados…
ninguém quer a vida apagada
nem que a própria natureza
insista em marcar o destino
que a trajectória das balas
os salve da humilhação
de terem que regressar
na incerteza dum caixão.
Beira, Janeiro de 1966
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domingo, 12 de julho de 2009
Guerra Colonial - Embarque de Tropas
e que a memória não esqueça
os anos do terror e da guerra,
as imagens dos primeiros embarques
de Tropas Portuguesas para Angola.
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http://www.youtube.com/watch?v=1GiOnSVJSY8
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Monumento aos Combatentes
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
GUERRA COLONIAL/ULTRAMAR - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
TODOS À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
RESGATAR os mortos - Petição entregue na AR

O grupo de trabalho do MCAC com o Presidente e outros membros da AR

terça-feira, 23 de dezembro de 2008
O Natal na Guerra Colonial
Só para não esquecer que houve uma guerra que marcou a vida de mais de um milhão de bons Portugueses, os quais sofreram os efeitos da ausência dos familiares e amigos na época do Natal, aqui deixo algumas imagens com MENSAGENS via RTP. BOAS FESTAS a todos vós, companheiros de jornada.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Vontade do Mar - Guerra colonial
domingo, 2 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Guerra Colonial - Resgatar os mortos
Muitos anos passados desde o fim da guerra...
mas os tormentos não acabam enquanto
não forem resgatados os restos mortais
de todos os nossos companheiros
que perderam a vida nas campanhas africanas.
É um dever patriótico que o Estado-nação,
a que chamamos Pátria, já deveria ter cumprido.
Os antigos Combatentes não vão ficar quedos
enquanto os seus irmãos de infortúnio permanecerem
em sepulturas espalhadas pelo sertão africano.
Este vídeo é mais um alerta aos desatentos...
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Guerra Colonial - Homenagem
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Qualquer mancebo fardado
que embarcasse no navio,
tinha o destino traçado:
o perigo era um desafio!
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Enquanto marchava na picada
ou nos trilhos das matas,
ficava com a pele marcada
até regressar às camaratas.
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Se apanhava um tiro certeiro
na tragédia duma emboscada,
nem sempre tinha enfermeiro
para tapar a pele furada.
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O socorro tardava a chegar
porque o oficial das operações
andava com os coronéis a caçar
usando o heli das evacuações.
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Quantos mortos abandonados
por causas mal percebidas,
quantos feridos amortalhados
por não serem curadas as feridas.
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Para que as memórias não esmoreçam
a bondade da nossa juventude,
reclamo aos vivos que não esqueçam
estas imagens de solicitude.
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domingo, 24 de agosto de 2008
Moçambique 4 - Ilha de Moçambique, ponte
A pacatez das crianças moçambicanas
contrasta com o movimento
dos transeuntes estranhos.
Aqui vemos trabalho, ouvimos música,
percebemos a dimensão do desenvolvimento
da língua lusa e o apego das pessoas à terra.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Moçambique 2 - Costa do Sol
Moçambique 3 - Ilha de Moçambique
MEMÓRIAS de SEMPRE
Estar na Ilha de Moçambique é sentir a presença dos navegadores portugueses de outrora. As pessoas falam português com a mesma facilidade dos naturais da Pátria lusa. Existem muitos indícios da passagem dos portugueses por estas terras do Índico. O peixe e o cabrito dão para saborear a comida à portuguesa. As autoridades locais tiveram o cuidado de apresentar o seu folclore com o colorido das festas grandes.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Viagem a Moçambique 1 - Maputo
Por coincidência, nas datas marcadas para a viagem, estava prevista a tomada de posse do Governo eleito em finais de 2004, bem como a sucessão do Presidente Guebuza ao então Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano. Na sequência de instruções dadas pelo Senhor Embaixador ao "grupo organizador", não seria aconselhável realizar aquela viagem em datas de movimentação política tão importante. Já que se tratava de um grande número de "viajantes", manifestavam interesse que fossem recebidos por representates de alguns organismos do Estado Moçambicano.
A caminho de Moçambique
Qual não foi o espanto dos "organizadores" ao saberem que as coincidências eram mais que muitas, para justificar as cautelas das autoridades. Mais de quarenta antigos Pára-quedistas portugueses fazem parte da segurança dos elementos da RENAMO; o Hotel Tivoli, onde nos alojamos, tinha um andar a servir de "quartel-general" da RENAMO; nenhum grupo de antigos combatentes a visitar Moçambique tinha mais de 30 elementos; a data da tomada de posse do novo Presidente da República coincidia com os ùltimos três dias que estaríamos em Maputo.
As imagens que vamos postar no Blogue são a expressão clara de quanto os Moçambicanos gostam dos Portugueses de bem. A língua portuguesa está muito mais viva entre as populações do que no "nosso tempo". O Presidente Joaquim Chissano foi o grande defensor da língua lusa, criando escolas em todas as localidades de Moçambique.
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